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Tudo começou quando, há um mês atrás, um tal Ricardo Eckerdt ficou sabendo que sua Cocker estava prenha de um vira-lata conhecido na vizinhança toda por Benet. Decidido a se vingar atraiu o manso cãozinho e aspergiu gasolina nele enquanto um garoto observava a cena. O homem fez sinal de silêncio e disse: “Veja só o que vou fazer.” Pegou o isqueiro no bolso e botou fogo no pobre Benet.

As cenas do cãozinho correndo entre chamas horrorizou os habitantes do conjunto habitacional em Buenos Aires. O cão era do tipo que faz parte da vida de um bairro. Sem dono, carinhoso, manso e terno, todos gostam de Benet. Por esse motivo, todos que viram-no ganindo feito uma bola fogo, imediatamente, correram em seu socorro e, posteriormente, cuidaram dele como se fosse um membro da família. Pacientemente, foi curado, passaram creme nas suas feridas e foi velado dia e noite.

Esse amor foi o que lhe salvou a vida e segue sendo o que o mantém neste mundo. Benet está agora em uma clinica veterinária onde devera ficar ainda por mais dois meses se recuperando das queimaduras. No entanto, conserva seu particular carisma e sua inocência de cão vira-lata.

Denunciado na Justiça, Ricardo, tentava continuar com sua vida normal , mas agora já não o deixavam em paz. Desde o ataque, ele vinha recebendo frequentes chamadas telefônicas e seu celular estava sempre repleto de mensagens, todas elas com insultos. Em consequência, decidiu não atender mais a nenhum doas parelhos e também não se importou quando os vizinhos quebraram os vidros de seu Ford Senda Blanco. Em poucos dias, consertou os danos, não sem antes ameaçar todo o bairro.

Os moradores do bairro tem muito medo do valentão e nem sequer se arriscam a chegar próximo a sua porta. Têm suas razões: “Antes de ir embora daqui em mato um ou deixo meia dúzia de paralíticos”, teria prometido aos adolescentes e crianças que brincam no pátio comum da edificação.

O senso comum indica que um homem que cometeu semelhante barbárie, tentaria se ocultar da opinião pública, mas, pelo contrário, ele ria da cara de quem salvou Benet e inclusive disse que gostaria que o cão voltasse para terminar de queimá-lo.

Este tipo de atitude não surpreendeu seus vizinhos, já que Ricardo teria vários antecedentes de fúria cega e estaria sem trabalho por armar uma tremenda confusão com um passageiro no ônibus coletivo onde trabalhava como motorista. Sumamente agressivo e com três cartas de despejo, todos aguardavam que ele fosse embora dali até que na última segunda, dia 12/10, dezenas de pessoas decidiram fazer uma manifestação em frente ao seu apartamento.

A maioria era de vizinhos do bairro que marcaram encontro as 15.30 no local. Eckerdt estava dentro do seu apê como se fosse um dia a mais em sua vida. No entanto, sua rotina mudou naquele feriado. Sem parar de insultá-lo, quebraram portas, janelas, móveis, rasgaram suas roupas… Tudo isso com ele dentro do apartamento, o machão virou mocinha.

Quando as autoridades chegaram, encontraram um Eckerdt assustado e pedindo proteção. Um veterinário de um grupo protetor dos animais levou sua cadela que estava em péssimo estado.

Eckerdt não voltou mais ao conjunto habitacional.

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