O Brasil se despede de um de seus maiores atletas. Morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, o ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, conhecido mundialmente como “Mão Santa”. Ele enfrentava há cerca de 15 anos um tumor cerebral.

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo Lance, Oscar passou mal e foi encaminhado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), onde não resistiu. A família informou que a despedida será realizada de forma reservada, restrita a parentes e amigos próximos.
Em nota, os familiares agradeceram as manifestações de carinho e pediram respeito à privacidade neste momento de luto. “Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória”, diz o comunicado.
Considerado o maior nome da história do basquete brasileiro, Oscar Schmidt construiu uma carreira marcada por feitos históricos. Ele participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e quatro Copas do Mundo, tornando-se o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos.
Mesmo após ser selecionado pelo New Jersey Nets no Draft de 1984, o atleta optou por não atuar na NBA para manter seu vínculo com a seleção brasileira — decisão que reforçou sua identificação com o país em uma época em que jogadores da liga americana não podiam disputar competições internacionais.
Ao longo da carreira, conquistou títulos importantes, como os Jogos Pan-Americanos e Sul-Americanos, além de uma medalha de bronze em Copa do Mundo. Posteriormente, foi homenageado com a inclusão no Hall da Fama do basquete.
Torcedor declarado do Corinthians, Oscar também marcou seu nome na história do clube, liderando a equipe na conquista do título nacional de 1996 — feito que lhe garantiu lugar na Calçada da Fama do Memorial alvinegro.
Oscar Schmidt deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, com quem era casado desde 1981, e os filhos Felipe e Stephanie.
