Em um ato realizado em Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) oficializou o nome de Geraldo Júnior (MDB) como vice em sua chapa para as eleições de 2026. A confirmação encerra um processo marcado por tensões e negociações internas, em que o nome de Geraldo foi colocado em xeque diversas vezes.
Nos bastidores, lideranças do PT e aliados chegaram a oferecer a vaga de vice a diferentes figuras políticas, que recusaram assumir o posto. Esse movimento foi interpretado como uma tentativa de esvaziar a força de Geraldo Júnior dentro da chapa, deixando-o em situação considerada por muitos como humilhante. Ainda assim, após semanas de impasse, Jerônimo decidiu manter o vice-governador na composição, buscando transmitir imagem de unidade.
Oposição já havia se antecipado
Enquanto o governador enfrentava turbulências para definir seu vice, o adversário ACM Neto (União Brasil) conseguiu montar uma chapa considerada sólida pela oposição. Neto terá como vice o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e conta com dois nomes de peso na disputa pelo Senado: Ângelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL).
A diferença no ritmo das articulações evidencia estratégias distintas: Jerônimo precisou administrar disputas internas e resistências dentro da base, enquanto ACM Neto buscou consolidar apoios no interior e atrair lideranças de diferentes partidos para fortalecer sua candidatura.
Disputa acirrada pela Bahia
Com as duas chapas agora definidas, o cenário eleitoral baiano se desenha como uma das disputas mais intensas dos últimos anos. De um lado, Jerônimo aposta na continuidade do projeto petista, mesmo após desgastes na escolha do vice. Do outro, ACM Neto apresenta uma composição que busca unir capital e interior, mirando ampliar sua base de apoio.
por POLÍTICA BAIANA
