O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar a tensão internacional ao ameaçar o Irã com “inferno” caso o regime não feche acordo ou reabra o Estreito de Ormuz até segunda-feira, 6 de abril. A declaração foi feita em sua rede Truth Social e repercutiu imediatamente nos mercados globais de energia e nas discussões diplomáticas na ONU.
O estreito, responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás natural mundial, está bloqueado desde fevereiro, após ataque conjunto de EUA e Israel que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei. O fechamento já provocou alta nos preços do petróleo e aumentou o risco de desabastecimento em países dependentes da rota.
Trump afirmou que o Irã “quer negociar”, mas o regime nega oficialmente. Em paralelo, o Conselho de Segurança da ONU deve votar uma resolução proposta pelo Bahrein para autorizar o uso da força na reabertura da rota marítima. No entanto, há possibilidade de veto por parte de França, Rússia ou China, o que pode dificultar uma ação coordenada.
A crise ganhou contornos ainda mais graves após o Irã anunciar ter abatido dois caças americanos. Um piloto foi resgatado, mas outro permanece desaparecido em território iraniano, aumentando o risco de escalada militar.
